
Elisangela Cavalheiro
Redação Portal A12
A Igreja recorda nesta data (23 de setembro) a memória do Santo que viveu a “espiritualidade da cruz”.
Em junho de 2012 foram comemorados 10 anos da canonização de São Pio de Pietrelcina, o Padre Pio.
Na homilia da canonização, o então Papa João Paulo II lembrou:
“Não é porventura precisamente a ‘glorificação da Cruz’ o que mais resplandece em Padre Pio? Como é atual a espiritualidade da Cruz vivida pelo humilde Capuchinho de Pietrelcina! O nosso tempo precisa de redescobrir o valor para abrir o coração à esperança”.
O papa citou a imagem evangélica do ‘jugo’, lembrando as inúmeras provações que o Santo capuchinho enfrentou durante toda sua vida terrena.
“A vida e a missão do Padre Pio testemunham que as dificuldades e os sofrimentos, se forem aceitos por amor, transformam-se num caminho privilegiado de santidade, que abre perspectivas de um bem maior, que só Deus conhece”.
Modelo de vida de santidade, Padre Pio disse certa vez que para manter-se no caminho de Deus era preciso viver de modo desapegado e seguir o exemplo de Cristo.
“Para alcançar a nossa única finalidade é preciso seguir o Chefe divino, o qual, unicamente pelo caminho que ele percorreu deseja conduzir a alma eleita; isto é, pelo caminho da abnegação e da Cruz”.
João Paulo II citou características que o Santo de São Giovanni Rotondo deixou como exemplos: acolhimento, misericórdia, e especialmente, a disponibilidade para o atendimento dos fieis que procuravam o sacramento da Penitência.
Padre Pio era um confessor incansável. Atendia por longas horas os fiéis.
“O ministério do confessionário, que constitui uma das numerosas características que distinguem o seu apostolado, atraía numerosas multidões de fiéis ao Convento de San Giovanni Rotondo. Mesmo quando aquele singular confessor tratava os peregrinos com severidade aparente, eles, tomando consciência da gravidade do pecado e arrependendo-se sinceramente, voltavam quase sempre atrás para o abraço pacificador do perdão sacramental”, contou o Papa João Paulo II.
Padre Pio mantinha sua vida de fé amparada em longas horas de oração. “A oração é a melhor arma que possuímos, uma chave que abre o coração de Deus”.
O Santo capuchinho foi o fundador dos ‘Grupos de Oração’.
“Os ‘Grupos de Oração’ por ele fundados, que oferecem à Igreja e à sociedade o admirável contributo de uma oração incessante e confiante”, recordou o papa.
Padre Pio morreu no dia 23 de setembro de 1968, com 81 anos de idade.
Ao final da homilia, o Papa João Paulo II fez uma oração ao homem que aceitou o sofrimento com amor:
“ ‘Bendigo-Te, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque... estas coisas... as revelaste aos pequeninos’(Mt 11, 25).
Com informações do site do Vaticano.
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