Certa vez, pude realizar, como padre e com o clero da Arquidiocese de Pouso Alegre, o retiro espiritual anual na Vila Dom Bosco, em Campos do Jordão, interior de São Paulo.
Foi uma experiência de recolhimento, oração, intimidade com Deus muito forte, e que me ajudou a notar como carecemos da bondade e da misericórdia do Senhor. Nosso retiro foi orientado pelo bispo da diocese de Palmas (TO), Dom Pedro Brito, cuja simplicidade ajudou-me a encantar-me novamente com o ministério sacerdotal.
Falo isso tudo com o desejo de propor à juventude católica a vivência e a promoção de atividades religiosas e espirituais mais intensas e profundas, tais como tardes ou manhãs de espiritualidade e oração, ou retiros de 3 a 5 dias num espaço físico propício, sempre com o auxílio de um orientador padre, leigo, religiosos, seminaristas...
Nós necessitamos, constantemente, passar pelo encantamento e pelo “reencantamento” em nossa relação com Deus, conosco mesmos e com os irmãos. Para isso, um retiro, uma espécie de deserto, feito no silêncio e no recolhimento, características indispensáveis à nossa busca de fortalecimento espiritual, vivemos a nossa busca e encontro com Jesus.
Vivemos na agitação e na correria constantes. Nem sempre paramos para rezar com profundidade. Esse recolhimento, a prática do silêncio, o ato de se retirar da realidade que nos rodeia por um período de tempo, nos permitem olhar o nosso interior com mais clareza e confiança, fazendo-nos percorrer consistentemente a nossa santidade em construção.
Neste retiro que fiz, pude me autocontemplar. Essa ação é fundamental àquele que deseja ser seguidor de Jesus e àquele que se põe a levar os outros em sua direção. Aprendi que somos guias espirituais à medida que nos deixamos guiar pelo Espírito do Senhor.
Leia MaisRetiro da "Boa Morte": E se eu morresse hoje?Que tal um retiro individual?Todo retiro é oportunidade de perceber esse movimento de Deus até nós e de nós até Ele. Deus fala com a gente no silêncio. Retiro é uma experiência de se deixar modelar pelo Senhor. Ele cuida de nós. Tal afeição é percebida em nossa intimidade com o Pai, pela pessoa do Filho, sob a graça do Espírito Santo. A Trindade ilumina a nossa caminhada. Afinamos as cordas da vida, pois somos instrumentos de Deus e temos a missão de orientar o povo na paz e na vida para Deus.
Retiro é um direito de todo cristão. Fazer e manter-se em contato com o Senhor é nosso dever e nossa ação de graças. Não pode nos faltar a disposição no caminho de evangelizadores. Retiro é chance de revigoramento da alma, do espírito, da fé, de nossa humanidade. Fazer um retiro é alimentar-se e abastecer-se da graça e da misericórdia de Deus, tão caras e fecundas à nossa existência.
Assim, vejo que nossos grupos juvenis precisam se atentar para a formação espiritual de seus membros. Não falo de cursos e palestras, mas falo de retiro espiritual. Faça a experiência e dê fecundidade ao solo do seu coração para que Deus habite em você e faça nascer e crescer os frutos da vida feliz. Essa felicidade apenas que se deixa invadir por Deus conseguirá perceber. Como guiar os outros se não há relação profunda de amizade e intimidade com Deus, nosso guia espiritual por excelência?
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