Imagine-se num dos últimos anos da escola. Seu professor pede para fazer um trabalho em grupo. Depois de vários anos com a mesma turma, você já sabe quais são os colegas mais dedicados e quais não são.
E ainda mais importante, você já sabe com quem consegue se conectar melhor. O principal é formar um bom grupo; depois disso, a forma de finalizar o trabalho acaba sendo secundária.
Existe o universo das coisas a fazer e o universo do com quem fazê-las. Nem sempre conseguimos juntá-las como preferimos, mas, quando acontece, é muito gratificante.
Em agosto celebramos Santa Mônica, uma grande intercessora, mãe de Santo Agostinho. Um intercessor é alguém que pode ser um parceiro muito importante para se chegar à meta. Na tradição cristã, falar de intercessão é falar da comunhão dos santos. Mas, o que é isso exatamente?
Pode-se falar de comunhão dos santos em dois sentidos: comunhão das coisas e das pessoas santas. Como membros da Igreja, partilhamos as coisas santas que Deus confiou à Igreja. Dentre elas, se sobressai a Eucaristia. O outro sentido é a comunhão das pessoas santas. Estas últimas são as que foram unidas a Cristo pela graça.
Às vezes, em nosso imaginário, estas seriam apenas as pessoas sem mácula, mas na verdade, os únicos humanos sem pecado são Jesus e Maria. Todos os demais são pecadores, feitos santos pelo mistério Pascal.
Interceder no nível das coisas santas (primeiro sentido) está relacionado com a união que experimentamos com os santos (segundo sentido: somos santificados por Cristo).
A intercessão tem a ver com a comunhão, que pode acontecer por vários fatores. Dentre eles, o fundamental é: quem nós somos para o outro. Como filhos de nossas mães, percebemos que elas têm um lugar único em nossas vidas, e nós na vida delas.
Qual prece poderia ser mais pura e sincera do que a de uma mãe pelo seu filho?
Aliás, elas são, às vezes, as únicas a perceberem como estão realmente os seus filhos, quais as suas necessidades, suas preocupações.
Talvez sejam as que estão mais perto de sentir o que sente o coração misericordioso de Deus por seus filhos amados.
A mãe tem uma união especial com seu filho e, ao mesmo tempo, uma comunhão muito particular com o amor de Deus por essa pessoa concreta.
Assim, o poder da prece de uma mãe está intimamente relacionado com a intensidade do amor dela pelo seu filho.
Para o jovem, é importante continuar construindo a comunhão com seus parentes, – e na linha destas reflexões – especialmente com a mãe.
Elas vão se santificando pela força do amor pelos filhos e, assim, enchem seus filhos das coisas santas que Deus oferece à sua Igreja na comunhão dos santos, dos que lutam por acolher a graça da Páscoa.
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