Confira neste artigo, o significado da Transfiguração do Senhor, relatada no Evangelho deste domingo (25). |
“Tomando a palavra, Pedro disse a Jesus: 'Mestre, é bom a gente estar aqui. Façamos então três tendas, uma para ti, uma para Moisés e uma para Elias'. É que não sabia o que dizer, pois estavam espantados. Formou-se então uma nuvem que os cobriu com sua sombra. E da nuvem saiu uma voz: “Este é meu Filho muito amado. Escutai-o!” E logo, olhando ao redor, já não viram mais ninguém: só Jesus estava com eles” (Mc 9, 5-8)
Existe uma experiência que na vida cristã não se pode ignorar: É a experiência da Cruz. Não é uma experiência fácil de assumir e, muitas vezes, tentamos escapar da melhor maneira possível.
Mas será realmente possível viver uma vida sem a dor? E, dando um passo a mais, é possível viver um cristianismo sem Cruz? A resposta é: não. Jesus mesmo diz que, se queremos segui-Lo, precisamos negar-nos a nós mesmos, tomar nossa cruz e, então, segui-Lo. (Mt 16, 24)
Mas Jesus sabe que não é fácil carregar a Cruz. Ele mesmo a carregou com muito esforço até o Monte do Gólgota, onde foi crucificado e morto. Ele sabe que a nossa fé vacila muitas vezes, e que a tentação de deixar a nossa cruz de lado é grande. Por isso, em outro monte, o Tabor, Ele permite que alguns dos seus amigos mais próximos experimentem algo que, com certeza, pôde fortalecer a fé e a esperança deles, e que pode fazer o mesmo com a nossa. Estamos falando da Transfiguração do Senhor.
Podemos ler uma passagem que expressa muito bem o que significa: “Para que tivessem firme convicção no íntimo do coração e, mediante as realidades presentes, cressem nas futuras, deu-lhes ver maravilhosamente a divina manifestação do monte Tabor, imagem prefigurada do reino dos céus”.
Pensemos no que significa “imagem prefigurada do reino dos céus”. É uma antecipação daquilo que vamos viver eternamente junto a Deus, se escolhermos, com a ajuda da Graça de Deus, não deixar a nossa Cruz de lado. Se escolhermos caminhar pelo caminho do Calvário até o Gólgota e se nos deixamos crucificar junto com Jesus. Mas isso só é possível se soubermos que a morte não tem a última palavra.
E realmente não tem a última palavra, porque Jesus Ressuscitou. Deus venceu a morte e é Ele que tem a última palavra. Se os discípulos não tinham esse fato para fortalecer a sua fé, com certeza se lembraram do dia da Transfiguração de Jesus, para poderem permanecer com Ele. E sabemos pelos Evangelhos que não foi fácil. Eles tiveram muito medo. Inclusive Pedro, que havia presenciado essa transfiguração, chegou a negá-lo.
Mas a experiência de Pedro no momento da Transfiguração foi tão intensa que o levou a exclamar: “Senhor, é bom estarmos aqui”! Essa é a experiência que Deus quer que tenhamos ao seu lado, na oração, na Eucaristia, na Confissão. Quer que experimentemos que o melhor lugar em que possamos pensar em estar é junto a Ele. Todos são chamados a buscá-Lo com ainda mais ardor, para encontrar n'Ele as forças para continuarmos sendo fiéis.
Por outro lado, a Transfiguração não é ainda a Ressurreição. Jesus e seus discípulos desceram do Monte Tabor porque ainda tinham uma missão a cumprir. Se era bom estar ali, era urgente anunciar a todos essa bondade, para que mais pessoas pudessem experimentá-la. Nós também somos chamados a, uma vez nutridos dessa esperança da Transfiguração, descer do monte para a nossa vida ordinária e anunciar esse encontro com Jesus, porque muitas pessoas ainda não conhecem essa verdadeira alegria de encontrar-se com Ele.
Que todos nós possamos encontrar-nos com Jesus e, a partir desse encontro, sairmos a fazer apostolado, anunciando essa experiência com todos que ainda não a têm!
Padre Ferdinando reflete sobre a Transfiguração
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Muito lindas e salutares estas reflexões do irmão João Antônio sobre a Transfiguração de Jesus no Monte Tabor.Demos Graças a Deus. Amém!.//
Moro em Feira de Santana na Bahia e gosto muito de assistir a programação da Rede Aparecida, com todos os seus bons programas, que realmente evagelizam.
Grande é o amor daquele que vive Jesus no dia a dia. Grande é o amor daquele que vive a fé em Nosso Senhor.