O Papa Francisco tem afirmado, em várias ocasiões, a necessidade de olhar para os desafios de nossa época com foco na dignidade humana e na justiça social. Em trechos antecipados de seu novo livro “A esperança nunca decepciona. Peregrinos em direção a um mundo melhor”, o Santo Padre aborda temas urgentes como migração, crise climática, tecnologias emergentes e paz mundial. A obra será lançada na terça (19) na Itália, Espanha e América Latina.
O Pontífice enfatiza que a solução para os problemas migratórios começa nos países de origem: "É essencial enfrentar as causas que forçam as pessoas a migrarem", afirmou. Ele destaca a necessidade de promover o desenvolvimento genuíno em regiões afetadas por instabilidades, garantindo direitos básicos e combatendo desigualdades.
O Papa ainda refletiu sobre os fluxos migratórios causados por conflitos, como o da Ucrânia, e pela pobreza, como ocorre na África e no Oriente Médio. Para o Papa, a acolhida e a integração dos migrantes são passos cruciais para transformar a migração em uma escolha livre e não em uma imposição. “A integração é como um poliedro, onde cada pessoa mantém suas características, enriquecendo a sociedade como um todo.”
Sobre a situação em Gaza, ele sugeriu uma investigação aprofundada para determinar se os eventos no território podem ser classificados como genocídio. Para o Papa, é fundamental agir com empatia e cooperação, ao invés de indiferença. “Devemos globalizar a caridade para humanizar as condições dos migrantes e refugiados.”
Outro tema central no livro é a emergência climática. Francisco valoriza a iniciativa das novas gerações, que têm liderado movimentos em defesa do meio ambiente e na busca por justiça social, mas faz um apelo para que os estilos de vida modernos sejam mais sustentáveis, permitindo à Terra um descanso necessário: "Somos chamados a cuidar da nossa Casa Comum e repensar nossas decisões diárias para proteger os ecossistemas."
O Papa denuncia o impacto devastador do neocolonialismo e das práticas econômicas exploratórias em países periféricos. Ele menciona, como exemplo, a exploração de recursos naturais em nações africanas, que continuam a alimentar desigualdades globais: "A ganância envenena e torna os recursos locais inacessíveis para seus próprios habitantes."
Na expectativa do Jubileu 2025, Francisco convida todos a serem "peregrinos de esperança", com um compromisso renovado em construir um mundo mais justo e fraterno. O Santo Padre ressalta que o Jubileu é um momento para reflexão e regeneração: "A esperança é nossa âncora e vela, conduzindo-nos a um mundo onde a dignidade humana prevaleça sobre divisões."
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