Na celebração das Vésperas na Basílica de São Paulo Fora dos Muros, no último sábado, 25 de janeiro, o Papa Francisco fez um apelo pela unidade entre cristãos. Em um gesto de diálogo e fraternidade, sugeriu que todas as denominações passem a celebrar a Páscoa na mesma data.
“Estou disposto a aceitar qualquer data que for escolhida, desde que todos nós possamos celebrar juntos”, afirmou o Papa, arrancando aplausos da assembleia.
A proposta foi apresentada no encerramento da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos no hemisfério norte, um momento especial de oração e reflexão em busca da comunhão entre diferentes tradições cristãs.
Atualmente, as Igrejas Católica e Ortodoxa celebram a Páscoa em datas diferentes porque usam calendários distintos:
Tradição | Calendário usado | Impacto na data da Páscoa |
---|---|---|
Católica e protestante | Calendário gregoriano | Celebrada em uma data calculada a partir do calendário lunar (primeiro domingo após a primeira lua cheia (lua pascal) que ocorre após o equinócio da primavera no hemisfério norte. Se a lua cheia cair em um domingo, a Páscoa é celebrada no domingo seguinte). |
Ortodoxa | Calendário juliano | Também utiliza o cálculo baseado na lua cheia após o equinócio da primavera, mas como o calendário juliano está 13 dias atrás do calendário gregoriano, as datas dos eventos litúrgicos, incluindo a Páscoa, ficam em dados diferentes. |
O que o Papa disse?
Francisco reforçou que a união dos cristãos é mais importante do que as diferenças históricas. Ele destacou:
“Nosso testemunho como cristãos está em como vivemos e celebramos juntos. Uma única data para a Páscoa seria um sinal poderoso de que Jesus está no centro de nossa fé.”
Além disso, o Papa encorajou as lideranças de todas as Igrejas a dialogarem:
“Abramos nossos corações uns aos outros. O mundo precisa ver nossa unidade como um reflexo do amor de Deus.”
Adotar uma data única para a Páscoa traria:
Por outro lado, desafios como diferenças de calendário e tradições locais ainda precisam ser superados.
Mais do que uma questão de datas, o apelo do Papa Francisco é um convite para que os cristãos coloquem o amor e a unidade acima das diferenças. Ele concluiu:
“Que possamos dar ao mundo um sinal de esperança. Juntos, somos mais fortes na fé e no testemunho do Evangelho.”
Essa ideia representa um passo importante no caminho da reconciliação entre as Igrejas e no fortalecimento da mensagem de paz e fraternidade que o cristianismo busca levar ao mundo.
Fonte: Vatican News
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