"Os Redentoristas têm sido uma presença constante e fiel em nossa comunidade, levando a Palavra e a Boa Nova a todos os cantos da Corunha".
Dom Francisco Prieto Fernández — Arcebispo da Arquidiocese de Compostela
No dia 12 de janeiro de 2025, completaram-se cem anos da fundação da Comunidade Redentorista de Corunha, uma comunidade eminentemente missionária, embora neste momento nela vivam apenas dois confrades.
O centenário serviu para destacar o imenso trabalho realizado pelos missionários redentoristas desta comunidade ao longo dos tempos, através das Missões Populares, do culto e das celebrações internas e da propagação da devoção a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.
Como se deu a fundação
Antes da fundação, os Redentoristas já haviam pregado várias missões nas cidades e povoados das terras galegas, uma vez que a cidade de Corunha localiza-se na região da Galícia. Devido às dificuldades de locomoção e viagem, eles olharam principalmente para a cidade de Astorga pois uma fundação na região ajudaria muito nas viagens e facilitaria a aceitação de pedidos de missão. Além disso, a devoção à Virgem do Perpétuo Socorro e a aceitação dos trabalhos missionários dos redentoristas já era muito grande em toda a região.
Em 1918, os párocos de São Jorge e São Nicolau combinaram a pregação de uma missão redentorista em suas respectivas paróquias. O sucesso foi muito satisfatório e o carinho pela Mãe do Perpétuo Socorro tomou posse de muitas almas em Corunha. Isso veio facilitar ainda mais os procedimentos para a realização de uma nova fundação.
Desta forma, começaram as tratativas com o arcebispo de Compostela e, felizes com a possível chegada dos redentoristas, indicaram-lhes a vizinhança da Estação, em Corunha, como ponto de partida para o seu trabalho missionário, por ser um ponto de grande necessidade de ajuda material e espiritual. Os missionários capuchinhos haviam vivido e trabalhado por nove anos no lugar, mas depois se mudaram para outro centro mais urbano da cidade. Com isso, já corria o ano de 1924.
Uma vez alcançado o acordo e obtidas as licenças necessárias, dois padres pioneiros chegaram à cidade de Corunha, sendo recebidos na estação por cavaleiros, permanecendo uma semana na casa de uma distinta senhora da região enquanto ultimavam os preparativos da criação da comunidade. O dia 12 de janeiro de 1925, ficou marcado como a data da fundação da nova comunidade missionária da Província de Madri.
Os trabalhos avançam e a comunidade se consolida
No primeiro momento, a preocupação dos missionários foi a de encontrar um terreno apropriado para a construção da futura residência. Em julho de 1925, as obras começaram e, em menos de um ano, a casa já estava pronta, dotada de uma grande capela para servir também ao atendimento da população. A transferência para a nova residência ocorreu em 15 de agosto de 1926.
Os anos do final da década de 1920 e da década de 1930 foram muito difíceis por causa dos conflitos políticos e sociais que culminaram na Guerra Civil, trazendo enormes dificuldades para os religiosos e para o povo de modo geral.
Ainda assim, o atendimento do povo e os trabalhos missionários realizados não cessaram e logo a capela ficou pequena, começando a se pensar na construção de uma nova capela que, quando pronta, serviria a população católica e aos religiosos.
Essa capela serviu até os anos de 1990, quando foi construída a nova e imponente igreja, que hoje serve a todos e que em janeiro deste ano recebeu os festejos do centenário.
Com o objetivo de aproveitar melhor o terreno, em 10 de abril de 1989, foi assinado um contrato com uma imobiliária para a venda de grande área da propriedade, reservando, porém, o necessário para a construção da futura casa e igreja.
O contrato envolvia, além de outros aspectos monetários, a demolição do antigo prédio e a construção de uma nova residência e igreja. Em julho de 1990, a comunidade redentorista mudou-se para um apartamento onde viveriam enquanto durassem as obras.
Três anos depois, em 14 de dezembro de 1992, a nova igreja foi abençoada e consagrada pelo arcebispo de Santiago de Compostela, possibilitando o retorno da comunidade à nova residência em maio de 1993.
Durante os 100 anos de história e trajetória, mesmo nos períodos de conflitos políticos e sociais, e durante as obras, as atividades pastorais e missionárias, que tão bem caracterizam a comunidade, nunca cessaram.
Ao longo deste século de vida e de missão, a comunidade redentorista foi também uma grande promotora vocacional, pois de Corunha saíram 14 redentoristas e outros 50 de cidades da região onde aconteciam os trabalhos missionários. Muitos deles já alcançaram a graça da perseverança final e outros continuam sua caminhada e seu empenho de anunciar a todos a Copiosa Redenção.
Pe. Antonio Jiménez Campo, C.Ss.R.
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Fonte: Tradução livre: Pe. Inácio Medeiros, C.Ss.R.
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